Em projetos de paisagismo e decoração, como varandas, rooftops, áreas gourmet, quintais e espaços de convivência, a grama sintética é uma solução cada vez mais utilizada para garantir verde permanente, estética limpa e baixa manutenção.
Além do apelo visual, o gramado sintético funciona como um revestimento que qualifica o ambiente, traz conforto ao caminhar e contribui para a organização visual do espaço. Em áreas de circulação ou lazer, quando corretamente especificado, também amplia a sensação de bem-estar.
No entanto, tão importante quanto escolher o modelo ideal (altura do fio, gramatura, drenagem, resistência UV e finalidade de uso) é calcular corretamente a área de instalação. Um bom dimensionamento evita desperdícios, falta de material e recortes improvisados durante a obra — fatores que impactam diretamente o custo final do projeto.
A seguir, apresentamos um passo a passo simples e prático para calcular a área necessária para instalação de grama sintética.
Passo a passo para o cálculo da área
1. Delimitação da área de instalação
O primeiro passo é definir claramente o perímetro onde a grama será aplicada. Em campo, faça a demarcação com giz, fita ou outro recurso temporário, considerando:
- Ralos e grelhas
- Pilares e estruturas
- Floreiras e jardineiras
- Mudanças de nível, muretas e afins
- Encontros com outros revestimentos
Quanto mais preciso for esse contorno, mais confiável será o cálculo e menor a chance de ajustes na obra.
2. Desenho do espaço
Com a área delimitada, transfira o formato para o papel. Não é necessário um desenho técnico completo, mas o esboço deve respeitar as proporções reais do espaço.
Uma boa prática é utilizar papel quadriculado e adotar uma escala simples, por exemplo, cada quadrado representando 15cm reais. Isso facilita a visualização de curvas, recortes e interferências, especialmente em varandas e terraços irregulares.
3. Medição da área
Em seguida, meça todos os lados “externos” do espaço que receberá a grama sintética e transfira essas medidas para o desenho.
O ideal é utilizar trena convencional ou trena a laser, garantindo maior precisão. Em levantamentos preliminares, é possível trabalhar com aproximações, mas para compra e execução recomenda-se sempre o refinamento das medidas, reduzindo perdas e emendas desnecessárias.
4. Divisão em formas geométricas
Para facilitar o cálculo, divida o desenho em formas geométricas simples, como:
- Quadrados
- Retângulos
- Triângulos
- Círculos ou segmentos curvos
Essa etapa torna o cálculo mais claro e confiável, principalmente em áreas irregulares, e facilita a comunicação com equipes de obra e fornecedores.
5. Cálculo das áreas
Calcule cada forma separadamente, utilizando fórmulas básicas:
- Quadrado ou retângulo: comprimento × largura
- Triângulo: (base × altura) ÷ 2
- Círculo: raio × raio × 3,14
Em áreas curvas, recomenda-se aproximar o formato por retângulos e triângulos, garantindo maior controle do quantitativo e melhor aproveitamento das mantas.
6. Área total e margem de segurança
Após calcular cada parte, some todas as áreas para obter o total de aplicação.
Em seguida, acrescente uma margem de segurança de aproximadamente 10%, destinada a:
- Recortes em cantos e curvas
- Ajustes de paginação
- Pequenos imprevistos de instalação
Em projetos com muitos pilares, curvas ou interferências, essa margem pode ser ajustada conforme a complexidade do espaço.
Conte com a Erbus
Se você tiver dúvidas sobre como calcular a área ou sobre a melhor especificação de grama sintética para o seu projeto, a equipe da Erbus está pronta para ajudar, desde o levantamento da área até a definição do produto ideal.